Felicidade
10:42Faz um pedido,apaga as velinhas. Cruza os dedos. Dobra os joelhos. Chora. Acredita hoje, desacredita amanhã, e acredita novamente. Persiste. Se ampara em abraços, torcidas, olhares de piedade. Cria uma meta, e cumpre, e não cumpre, mas cumpre muito mais. Se cansa, mas retorna. E quer, quer muito, quer mais do que qualquer coisa, quer com todas as forças.
Por debaixo dos medos, há um fragmento de uma esperança contida, porém
viva. Compelidos, obrigam-nos a desistir. Quão grande pode ser a nossa vontade diante
dos nossos receios e anseios? Tendemos a ser frágeis quando tudo que devíamos
ser, firmes sem dosagem, escapa no meio da descrença. Temos a falsa ideia de
que não somos capazes, e habituados ao “não”, jamais cogitamos receber o “sim”.
Comprovado ou não, o destino quer nos surpreender, pois que seja, deixa ver.
Coloca nas costumeiras brechas de dias, pessoas, lugares, sentimentos que, sob
nenhuma hipótese, imaginaríamos ser tão fortes, essenciais e penetrantes na
nossa realidade comum. Esse tal de destino começa a nos dar respostas, como
quem diz baixinho no nosso ouvido que logo logo algumas coisas chegarão, mas
que antes precisávamos lidar com algumas pedras, talvez rochas, no meio do
caminho. Há quem não acredite nesse estranho conhecido de tantas explicações,
mas eu, particularmente, acredito em sua parcela de culpa ou ofício, como quiser
chamar. Acredito, na necessidade de crer. Crer em si, nos seus sonhos, e no seu
acaso à felicidade.
Pois bem, coloco a palavra, ou melhor o sentimento, como quase inalcançável. Por
favor, releia o quase. Porque grande parte de nós o colocamos dessa forma,
quando na verdade ele é tão nosso e tão inteligível. Porém, há certos tipos de
felicidades: uns que nos acometem aos
pouquinhos, outros que já fazem parte da rotina como simples saboreio diários
e os que esperamos, idealizamos e o tornamos chave. Chave da nossa fonte de
mais felicidade. Por vezes, esse tão esperado é nada mais que irreal, frívolo e
até tolo, mas ainda está lá, faz parte do nosso segredo particular. Independente do quão concreto ou não ele
seja, nunca devemos desistir dele.
Somada às expectativas, ao cansaço, à oscilação de como lidar com a espera, ele
se prepara para, enfim, bater à porta.
TOC, TOC.
Opa!
Não vou espiar, não espie também. Coloquemos de lado a desconfiança. Quando
esse senhor sentimento entrar, ele não vem sozinho. Êxtase, tranquilidade, paz,
eles vêm também. Talvez algumas lágrimas insistam em cair, talvez ousamos
reprimir, mas nada disso é sinônimo de dor, é só algo bom demais, robusto
demais para expelir pequenas reações.
POSSO ENTRAR?
Permita-se sentir!
Antes tarde do quê...Não, não, antes pronto, certo, do quê nunca ter sido.
Bem-vindo!
Junto a esse texto, que tenta da forma mais simples e menos completa traduzir a
minha felicidade, indico uma música. Independente da sua crença, ela tem um
significado importante pra mim. Então, se quiser experimentar uma lindeza, e
entender um pouquinho mais essas palavras. Deixo aqui: Oceans- Hillsong united.

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